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Fragmentos do Inconsciente por Elisabeth Sekulic

Nesta semana eu fui conhecer a exposição "Fragmentos do Inconsciente", e tive o prazer de conhecer e conversar com a artista visual Elisabeth SeKulic, que gentilmente explicou sobre seu trabalho e todo o processo. Além das obras expressivas de Elisabeth, o local da exposição, o Marbô Bakery, também chama atenção pelo charme e pela história, pois está instalado numa residência com a arquitetura da década de 50, que preserva muitos detalhes da época modernista.


Voltando para a nossa conversa com Elisabeth, ela explicou que para esta série, inspirou-se na pesquisa desenvolvida pelo psiquiatra e psicanalista suíço, Hermann Rorschach , que criou um teste que consistia em apresentar para seus pacientes manchas abstratas de uma pintura, e a partir da intepretação que estes davam, Hermann poderia compreender a personalidade de cada um.

A partir desta pesquisa, as mãos da artista Elisabeth Sekulic puderam traçar espontaneamente manchas aleatórias em uma tela plana, que serviram para delimitar toda a sua expressão e interpretação, para revelar imagens aparentemente disformes e de uma realidade que não percebemos claramente, mas percebemos em nosso inconsciente. Surgiram assim, figuras imaginárias, coloridas, intimamente entrelaçadas sobre uma dialética que se instalou exatamente para atrair o olhar daquele que a observará ,criando uma série de sentimentos e sensações.

Artista Visual Elisabeth Sekulic, a curadora Kezia Talisin, Beth Mochinski

Além de nossa conversa, Elisabeth gentilmente respondeu algumas perguntas para o blog.


Blog It Rab- Para estas obras você precisou de muito tempo de pesquisa?

Elisabeth Sekulic- Comecei a desenvolver trabalhos com este tipo de abordagem no início de 2015. Passei muitos meses apenas fazendo experimentos, pensando sobre as figuras que estavam surgindo e no que isso poderia significar sob o ponto de vista artístico. Depois que identifiquei os aspectos que mais me despertavam curiosidade, comecei a pesquisar autores que tratassem de algumas questões que considerei importantes neste trabalho.

Assim, iniciei minhas leituras com alguns artigos de Carl Jung, Zygmunt Bauman e, mais recentemente, Gaston Barchelard. . Entretanto, entendo que esta pesquisa ainda esteja apenas começando, ainda existem muitos aspectos que pretendo aprofundar neste estudo.


Blog It Rab- As cores utilizadas foram essenciais para a finalização da obra? Alguma cor específica foi essencial para a obra?

Elisabeth Sekulic -Apesar de eu ter uma verdadeira paixão pelo azul, não posso dizer que qualquer cor tenha sido essencial no desenvolvimento desta série. Vejo as cores como fluxos de energia sobre a tela. Por este motivo procuro escolher cores que possam contrastar de forma a tentar representar este fluxo. O fundo sempre é um pouco difuso, com cores escolhidas quase que aleatoriamente. Para definir as figuras, costumo utilizar uma mistura de cores, com a predominância do preto e do branco. Estas cores são aplicadas de forma intercalada e entrelaçada, na tentativa de transmitir a sensação de fluxo energético, ou de movimento.

Blog It Rab--Nesta exposição fragmentos do inconsciente, você procura expressar seus sentimentos nas suas obras ou despertar sentimentos nas pessoas?

Elisabeth Sekulic - Desejo ambas as coisas. Acredito que, sempre que o artista consegue expressar os seus próprios sentimentos, de forma livre e autêntica, a manifestação artística resultante pode despertar também uma série de sentimentos e sensações no espectador. Abre-se assim um canal de comunicação sensorial. Deste modo, o ciclo da experiência artística se completa , e só assim a arte faz sentido.



Beth Mochinski, artista Visual Rodney Rauth, Locutora e apresentadora Betina Muller, Elisabeth Sekulic


Elisabeth Mochinski e o Artista Visual João Moro


Elisabeth Mochinski e Rosangela Borges

Créditos para as fotos : Val Gobbi


Podemos ver que no processo criativo as referências e técnicas, garantem qualidade à obra, por esta razão os artistas possuem uma infinidade de caminhos, às vezes até o acaso pode se transformar em expressão ao longo do trabalho, pois o maior compromisso que o artista pode assumir é com as necessidades que são interiores ao seu livre processo criativo.

Nesta exposição Elisabeth Sekulic, transpôs fronteiras e transformou a tela em branco em enigmáticas imagens, exercendo toda a sua ação criativa.


A exposição Fragmentos do Inconsciente ficará até 4 de setembro no Marbô Bakery (R. Dr. Faivre, 621 - Centro, Curitiba - PR)

Para saber mais sobre a artista acesse o site http://www.elisabethsekulic.com/








 

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